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TIMONEIRO VIAJOR

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TIMONEIRO VIAJOR Sublime impulso divino, evoca ternura inefável O véu do passado se rompe, à sombra do vento eclodir Estrela guia de amor, fulgente persona notável Doces memórias suplantam, pungente saudade a ferir És pássaro livre a planar, garbosa aquarela em coral És peixe no horto do éden, da cor do amanhecer És poesia e viola matuta, de afeição passional És harpa do chamamé, polca e rancheira a tanger És pai, avô e marido, sogro, amigo e irmão És vida pura do campo, um vale de águas corrente És crepúsculo de aurora e ocaso, e noites de solidão És sacra capela, és fé, oração em suplício presente És zelo com o bioma, apogeu de justiça e beleza És o colosso no ofício, o próprio toque de Midas És a estância olvidada, esplendor que raia tristeza Gravura de dias felizes, de juventude esquecida Inelutável sentir sua falta, quando tudo memora você Dispõem cicatrizes latentes que manam de fados velados Afeto insurge aos olhos, entranha...

ALIANÇA

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ALIANÇA I nvisível é a flama que arde na troca do olhar D I vino é o enlace das almas no beijo de saudade Me I go e doce abraço, és o terno arauto de felicidade Oh! l I nda jóia, devotada em minha vida a apaziguar Verde o L har , preciosas esmeraldas me encantaram Nas cauda L osas ondas, lapidado s grilhões de metal louro Suaves péta L as alvo-luz, envolvem e adornam igual tesouro Torpes laços, L inde beleza que minhas quimeras cobiçaram O Amor é uma do M inante centelha, que o venturo norteia Transcendem as pri M averas, tormentas e o eterno porvir Nossas memórias per M anecem, legadas ao afeto que semeia Frutos, que de ti, gracios A flor , d'alma vossa raiou e descendeia Em teus braços oh! virtuosa A , lânguido descanso ei de dormir És desvelo, esposa e amante, te A mo além do anel que nos laceia Edson Depieri

HESTÓRIA

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H ESTÓRIA RECORDO ONTEM TAL QUAL FOSSE AGORA UM PERÍODO DESVAIRADO E SANGRENTO ME PRECEDE NOVAMENTE UMA AURORA MAS SOBRARAM EM MIM GRANDES LAMENTOS AS ESTRELAS ME SERVIAM DE ALICERCE COM O BRILHO OS ESTAMPIDOS ROSICLER DO AMONTOADO DE PRAÇAS SEMPRE INERTES CHORAVAM O IDOSO, A CRIANÇA E A MULHER EM MEIO A ESTE ANSEIO SEM AFÃ SENTI MEU CORPO CAIR EM DECADÊNCIA VI DE PERTO O DESCERRAR DE UMA ROMÃ E SUAS ESTILHAS ME FURTARAM A CONSCIÊNCIA SUBITAMENTE O MOTIM FICOU SERENO EM INDOLÊNCIA CONHECI MINHA MISSÃO QUE ME FOI DITO DE FEITIO MAIS QUE AMENO EM SONS QUE RETUMBAVAM UMA CANÇÃO QUEM ME ABRANDAVA NO VAZIO DE MEU LEITO VELANDO, CENSURAVA MINHA GLÓRIA "TAL ENFERMIDADE QUE CARREGAS EM TEU PEITO É O QUE DESVANECES SER O ÓSCAR DA VITÓRIA" SEU MONÓLOGO NO TEOR ME APRAZEIRAVA POIS O TEMA ABARCAVA O MEU MUNDO MAS A FATIGA QUE EU DO SAIO DORSAVA SEM CONTENÇÃO ME LOGROU SONO PROFUNDO SAÍ DA INÉRCIA COM VASTA EXCITAÇÃO DEPA...

DEPOIS QUE A TEMPESTADE PASSAR

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DEPOIS QUE A TEMPESTADE PASSAR Depois que a tempestade passar... Que o brilho regressar ao firmamento Vais aprender deverasmente, a dar valor ao vento Vais entender quão grande o frio, te foi um acalento E perceber em pranto, o quanto, o horror te fez orar Que foste aluno compelido, sem o sol voltar a fulgurar Depois que a tempestade passar... Que puderes demonstrar vosso talento Que na orbe então findar, o tal do isolamento Do ambiente impuro, torpe, nefasto e virulento Se rejeitardes graciosa, divina Graça do apartar Terás, então contrito, saudades de amar Depois que a tempestade passar... Vais perceber, quão cristalino está o rio O ar lá fora, o mais puro que já viu Nos animais o sorriso, que a máscara não cobriu Mas a chuva segue, até a quaresma terminar Logo, a natureza viverá, até Jesus Ressuscitar Conhecerás na tormenta, auras que emanam branco-luz Arrevistas, oportunistas e gananciosos vem à tona Que pegam do sensato e do a...

SOBERANO

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SOBERANO A natureza está linda Como peixe no aquário, mergulhado em meu bioma, Fito os dias exibidos na janela e na tela Dias em que não sabemos o que fazer Dias de saudade de dias apressados Navego em um mundo novo, Com um céu estranhamente azul A natureza está linda, Tudo é abolido, exceto a primavera O inverno começou no verão, E trouxe uma frente que ameaça nossas cabeças O vento forte treme a persiana fechada No pátio da escola uma árvore solitária O canto dos pássaros, antes das notícias recorrentes Uma oportunidade de ver o âmago do espelho Em toda a casa um doce cheiro matinal Na venda falta a carne, arroz, leite, dendê e tucupi Na mesa falta churrasco, virado, queijo, acarajé e tacacá O operário não acessa o concreto no ambiente virtual, E seu ofício é triturar o pão em grão, Ouvindo o pranto silencioso de bocas vestidas, Enquanto o exílio acomoda vidas e seus restos mortais Olho para o invisível com o nome de um ...